O que é o Sutra de Lótus

O Sutra de Lótus é um dos mais importantes sutras no Budismo Mahayana e foi provavelmente escrito entre 100 AC e 200 DC. Já bem conhecido na Índia, o sutra tornou-se famoso e influente quando foi traduzido para o chinês por Kumarajiva no ano de 406. Depois que Chih-i fundou a escola T’ien-T’ai na no sexto século na China com base nos ensinamentos expostos por esse sutra, passou a ser considerado um dos sutras canônicos do budismo chinês. Após a escola T’ien-T’ai da China ter sido introduzida no Japão por Saicho e se tornado a seita Tendai, o Sutra de Lótus se tornou amado entre o povo como literatura.

O sutra foi denominado Sutra de Lótus porque o lótus simboliza a unidade de causa e efeito, especificamente a causa de aspiração pelo iluminamento (estado búdico) e o resultado de alcançá-lo, pois o lótus é a flor que floresce e gera sementes ao mesmo tempo. Também simboliza a pureza do estado búdico, florescendo em meio às vidas comuns do mesmo modo que a flor de lótus floresce na água lamacenta da lagoa.

Os ensinamentos do Sutra de Lótus

O maravilhoso Dharma do Sutra de Lótus é que todos os seres vivos, percebam isso ou não, têm a capacidade de se tornar iluminados. Todo mundo, sem exceção, pode descobrir a perfeita sabedoria e a grande compaixão que reside nas profundezas da vida. O Sutra de Lótus também ensina que a vida de um buda transcende nosso modo normal de pensar e ultrapassa os limites do nascimento e da morte.

O próprio Buda Shakyamuni é na verdade o eterno Buda, que está sempre presente em nossas vidas, levando-nos à constatação de nossa budeidade inata.